Urubus. Seres desprezíveis enviados pelo próprio demônio, vindos das trevas sem nenhum outro objetivo ou função a não ser causar nojo e, algumas vezes, roubar a comida dos humanos. Sim... é isso que somos. Porem temos um propósito bem maior do que se pode pensar.
Há muito tempo atrás (mais do que sua imaginação alcança), nós fomos conhecidos como os reis e rainhas de tudo que se respirava, todos os seres habitantes da Terra se curvavam diante de nossa raça em ascensão! E os humanos... esses seres desprezíveis?! Não mereciam nada! Eram humilhados na frente de todos por nós. Mal sabíamos...eram igualmente inteligentes.
Tínhamos um lugar sagrado, Matutsen, qualquer um em que ousasse entrar sem permissão ou com alguma espécie estranha, seria sacrificado. Infelizmente nossa Madre Superiora violou esta regra e fora condenada a três mil anos de exílio total! Fazendo com que, os humanos, governassem.
Eles... a seduziram. Ela... achava que seria para o bem de todos. Foi enganada por aqueles seres imundos e levaram-na ao sacro local com a promessa de que, todas as diferenças fossem deixadas de lado. Ao invés, a encurralaram-na e foi oferecida ao Deus que habitava Matutsen e, lá, ela descansa ate hoje. Tem de proteger essa subespécie por obrigação e, nós, estamos sempre por perto, esperando o dia em que Ela retornara a vida e se vingara, humano por humano, do dia em que eles a traíram.
Fora tudo um plano. Um truque. Uma mentira tão boa que foi capaz de destruir um reinado inteiro! Não é a toa que, eles comemoram todo 31 de dezembro como um novo dia em um mundo diferente, sob um novo reinado... Nosso Matutsen (hoje conhecido, miseravelmente, como “praça do relógio”) foi destruído e, no lugar construíram um nojento cais e mercado, no qual nomearam como Ver-o-peso, onde humanos vendem e compram nossos peixes!
Felizmente, temos a capacidade de sermos mais pacientes do que todos os outros animais, então, continuamos a viver normalmente e, quase sempre, sobrevoamos a “magnífica” feira, apenas observando a movimentação e protegendo nossa Madre. Estamos apenas esperando Ela acordar, e o dia da nossa vingança chegar... onde, quando estivermos governando novamente, os humanos vão cantar com vozes sofridas e de lamentação: “É, aconteceu no Ver-o-Peso...”
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